Algumas curiosidades
Brinquedos eletrônicos
Genius
Chegou às lojas em Junho de 1980, lançado pela Estrela, e foi uma das maiores febres na primeira metade dos anos 80. Os jogadores tinham que apertar as quatro teclas coloridas (vermelha, amarela, azul e verde) na exata sequência feita pela máquina. Os que estavam começando tinham a chance de fazer a opção “mais longo”, para a sequência não ficar muito difícil de ser repetida.
Merlin
No ano seguinte ao lançamento do Genius, apareceu nas lojas o Merlin, que parecia um telefone sem fio, mas também era um jogo de memória eletrônico. O Genius chamava mais a atenção visualmente e fez muito sucesso, mas os jogos do Merlin também eram legais, só que poucas crianças souberam disso. Jogos do Merlin: Jogo da velha, Máquina do som, Eco, Faça 13, Quadrado mágico e Código secreto.
Pense bem
Este minicomputador era fabricado pela Tec Toy e vinha com livrinhos que todos adoravam. O objetivo era responder às perguntas e ver a nota no final. Entre os títulos (foram lançadas dezenas) estavam “O Corpo humano”, “Viagem no tempo” e “Invenções”.
Professor corujinha
Era uma mini calculadora fabricada no Brasil pela Dismac. Os botões eram duros e a garotada precisava fazer a maior força para apertar. Além disso, só contava com as quatro operações básicas. Talvez tenha sido o primeiro contato de muita gente com o mundo da matemática.
Game & Watch
Foi o primeiro videogame portátil, fabricado a partir de 1980, usando peças de calculadora. Bem simples, com apenas uma tela, os desenhos eram de cristal líquido. Cada Game & Watch tinha apenas um jogo. Com o tempo eles foram evoluindo e em 1982 foram inventados os games de duas telas, que podiam ser fechados tal como um telefone celular. Personagens muito famosos hoje em dia, como Donkey Kong e Mário Bros., fizeram sua estréia no mundo eletrônico nesses joguinhos. Alguns jogos do Game & Watch: Ball, Balloon Fight, Black Jack, Donkey Kong Jr, Fire, Green House, Lion, Mario Bros., Octopus, Oil Panic, Parachute, Pinball e Zelda.
Telejogo
Lançada pela Philco em 1977, fpoi o precursor dos videogames. Era um aparelho para ser conectado na televisão e tinha três jogos: futebol, tênis e paredão. Em vez de bonecos, barrinhas substituíam os atletas, movimentando-se apenas para cima e para baixo, e um quadradinho que vagava pela tela servia de bola. O Telejogo também não tinha joystick. Para mexer nas barras e acertar a bola quadrada usava-se um botão giratório. Em janeiro de 1980, saiu a versão de dez jogos, uma tremenda evolução em relação ao modelo anterior: as barras se mexiam para todos os cantos da tela e tinham dois tamanhos (usando a menor, aumentava o grau de dificuldade). A bola também passou a ter duas velocidades e até um joystick rudimentar foi criado.
Meu primeiro Gradiente
Este gravador de karaokê, vermelho e amarelo, vinha com um microfone e uma fita: de um lado, sucessos infantis; do outro, só bases instrumentais para a molecada soltar a voz. Foi lançado em 1989.
Vitrolinha Philips
Vermelha, de plástico, vinha numa maletinha, que se abria ao meio. Em um dos lados, ficava o alto-falante e no outro, o toca-discos, propriamente. E onde havia uma vitrolinha, lá estava um compacto da Coleção Disquinho para ser tocado.
Ferrorama
“O primeiro trem elétrico automático fabricado no Brasil”. Locomotiva, cargueiro, sinaleiro com escala, jogos de postes, trilhos... Tudo isso vinha dentro daquela caixa azul e preta tão paquerada, feita pela Estrela. Foi um dos brinquedos mais desejados pela criançada, principalmente os meninos.
Brinquedos rivais
Alguns brinquedos tinham facções. As crianças nutriam simpatia por um por outro. Quem gostava de Atari não curtia Odyssey. E vice-versa. Quem tinha Caloi considerava a Monark pior. E mesmo que não achasse, não dava o braço a torcer.
Atari x Odyssey
O Odyssey foi lançado pela Phillips em Maio de 1983 e o Atari, três meses depois, pela Polyvox/Gradiente. Embora o Odyssey fosse mais incrementado e tivesse até teclado, foi o Atari que fez mais sucesso. Detalhe importante: o Atari era mais barato.
Caloi x Monark
A Caloi 10, um modelo esportivo com 10 marchas, revolucionou o mundo das bicicletas, enquanto a concorrência tinha como carro-chefe a Monark Super 10. Entre os modelos femininos, a Caloi Ceci era a rival da Ipanema, e a Cecizinha, da Monark Brisa. Quando os esportes radicais começaram a virar moda, foram lançadas a Caloi Cross e a Monark BMX, que tinham desenhos de raios e encaravam qualquer terreno esburacado.
Barbie x Susi
A Susi era o sonho da maioria das meninas nos anos 70 e início dos 80: encantava as garotinhas com seu guarda-roupas cheio de peças diferentes. Mas ela tinha o corpo de uma pré-adolescente de 10 ou 12 anos e sua coleção de roupinhas não era tão glamourosa. O contraste ficou maior a partir de Abril de 1982, quando aportou no Brasil a Barbie. Ela chegou com corpo de moça feita e roupas de gala, vestidos esvoaçantes e o que mais se imaginasse. A marca registrada da Barbie brasileira, lançada pela Estrela, eram os pulsos articulados. Nenhuma outra boneca da coleção foi fabricada assim no mundo, apenas aqui.
Brinquedos
Brinquedos simples e baratos que todo mundo adorava: A maquininha registradora e a cestinha de supermercado, que tinha produtos bem pequenos, como sabão em pó e sucrilhos em miniaturas; Bate enrola; Goma na bisnaga, era uma massa que virava balão quando era assoprado num canudinho. Mas como tinha um cheiro muito forte, algumas mães proibiam de brincar alegando que era tóxico; Geleca; Bolinha perereca; Dominó; Peteleco, aquele jogo de futebol em tabuleiro, em que os jogadores eram pregos e a bola, uma moeda.
Bonecas:
Fofolete – A “bonequinha da sorte” da Trol, com seus 7 cm, tinha um gorro e vinha dentro de uma caixinha. Lançada em 1978, se tornando uma das maiores senações dos anos 80.
Quem-Me-Quer – Boneca meio estranha, mas amada pelas meninas. Tinha cabelos de lã e dois bochechões. As meninas penteavam os cabelos da boneca como se fossem de nylon. O resultado ficava pavoroso: os fios eram arrancados e várias delas acabavam carecas.
Menina Flor – Aparentemente, era um vaso de brinquedo, mas, puxando as flores aparecia a cabeça da boneca (as flores eram o seu chapéu). Virando o vaso pelo avesso, aparecia o vestido da boneca. Era um encanto!
Bate-Palminha – Eram bem grande e mexia com as mãos como se estivesse batendo palma, enquanto cantava uma musiquinha: “Bate palminha, bate, palminha de São Tomé; bate palminha, bate, pra quando papai vier!” Muitas bonecas foram quebradas porque as meninas não se conformavam de as mãos não encostarem uma na outra na hora de bater palminha.
Magic Face – Passando água gelada no rosto e nas mãos desta boneca, ela ficava maquiada e com as unhas pintadas. Com água morna, saía tudo.
Meu Bebê – Uma das preferidas das meninas dos anos 80, essa boneca era carequinha e vinha com um fiapo de cabelo na frente, com uma fita. Mais tarde foram lançados o Bebezinho, o Bebê e o Bebezão, este último era enorme!
Mãezinha – A graça maior não era brincar, e sim ficar observando, já que ela ficava cantando e embalando seu filinho.
Bebê Coração – Vinha com um estetoscópio para se ouvir as batidas do coração dele.
Boneca da Angélica – Vinha com uma fita cassete com seis grandes sucessos da Angélica. Foi lançada em 1989 e tinha inclusive aquela manchinha na perna, marca da apresentadora.
E ainda: amore, baby sol, bolinha de sabão, boneca da Mônica, boneca da Xuxa, boneca vagalume, cheirinho, chuquinha, cine-show, feijãozinho, Lu patinadora, nana nenê, mimadinha, nenezinha, paçoquinha e trancinha.
Carrinhos
Aquamóvel – Corcel movido a água lançado pela Estrela em Agosto de 1982. Funcionava com duas pilhas, mas era preciso também botar um pouco de água no reservatório no capô (a água fazia passar corrente elétrica entre os dois pólos, acionando as pilhas). Vinha em três modelos, que só mudavam a cor e a pintura: ambulância (branca), bombeiro (vermelha) e polícia (amarela). Todos tinham pisca pisca, sirene e sistema de bate e volta.
Pé na Tábua – Carros de corrida que tinham um mecanismo bem legal: para fazer o brinquedo andar, bastava encaixar a bomba de ar em sua traseira e dar um pisão em cima. O carrinho saía em disparada!
Match Box – Era uma coleção de carrinhos de ferro, de menos de 10 cm. Existiam dezenas de modelos e em alguns deles, as portas e o porta-malas abriam.
Trombada – Como muitos outros, funcionava por fricção. Mas o que divertia a molecada era uma característica especial: amassava todo ao bater. Para desamassar, bastava fechar o porta-malas.
Outros carrinhos inesquecíveis: Pégasus, Stratus, Colossus, Anfibius, Bate e Volta, Buggy, Corvette, Míssil, Pick-up e TCR.
Brinquedos que poucos tiveram (eram caros!)
Robô Ar-Tur
Marrom metálico e com olhos vermelhos, era guado por controle remoto. Há quem diga que ele tinha esse nome por causa do robô R2D2, da série Guerra nas Estrelas, que nos Estados Unidos era chamado de R2 (a pronúncia, em inglês, é quase igual a Ar-Tur).
Percival, o Genial
Concorrente do Ar-Tur. Ele era branco e tinha o jogo Genius em sua cabeça. Também vinha com controle remoto.
Forte Apache do Playmobil e da Gulliver
Eram enormes e cheios de pecinhas, para perder um dia inteiro montando e brincando.
Circo do Playmobil
Quem fazia a propaganda na TV era o palhaço Arrelia.
Lanchonete McDonald’s
Igual à famosa lanchonete, vinha com miniaturas de batatas fritas, tortas de maçãs, copos de refrigerantes, cardápios, bandejas, hambúrgueres e sorvetes de casquinha. Existia até pegador de batatas fritas. Dava para fritar os hambúrgueres e a máquina de refrigerante funcionava de verdade! As Barbies muitas vezes eram promovidas a atendentes da lanchonete, já que o tamanho dava certinho para elas.
Casa da Barbie
Imensa, branca, com três andares e um elevador diferente que dava a volta pela casa. Como se não bastasse, ainda tinha piscina e churrasqueira no terraço.
Castelo de Greyskull
Muitos meninos tinham os bonecos do He-Man e do Esqueleto. O mais difícil era convencer os pais ou a madrinha a dar o castelo do He-Man, que era grandão e caro.
Confeitaria da Moranguinho e Casinha do Jardim da Coleção Moranguinho
Qualquer apetrecho da Moranguinho fazia as meninas suspirarem. Mas estes dois brinquedos, em especial, eram quase tudo o que elas podiam querer.
Autoramas do Nelson Piquet e do Ayrton Senna
Os dois eram da Estrela. Cada um teve mais de um modelo e o que mudava eram o tamanho da pista e as pinturas dos carrinhos.
Outros brinquedos
Pogobol
Lançado em 1987, deixava as crianças pulando de felicidade, literalmente. Em apenas dois meses, vendeu mais de quatrocentas mil unidades. O formato parecia com o desenho do planeta Saturno, com uma grande bola de borracha e um aro de plástico. As crianças colocavam cada pé de um lado do Pogobol e ficavam pulando durante horas em cima do brinquedo.
Aquaplay
O brinquedo era um aquário com botões que faziam movimentar o que estava dentro dele. No mais clássico dos Aquaplays, o objetivo era encaixar argolas em pequenas hastes. Existiam vários modelos, como Futebol, Pescaria e Basquete. O modelo Basquete tinha até marcador e dava para dois jogarem ao mesmo tempo.
Agarradinho
Ursinhos e outros bichinhos de várias cores, cujas patas agarravam na mochila, no armário, no travesseiro, na orelha do irmão...
Mão Biônica
Era uma extensão do braço da garotada, perfeita para pegar objetos em lugares altos. Tinha o formato de uma mão direita, mas o polegar não mexia, só os outros quatro dedos. Dava até para carregar um copo não muito pesado (coisa que todo mundo já fez e acabou deixando cair). Era verde e brilhava no escuro. Foi lançada em 1980 pela Glasslite, assim como a Mão de Aço.
Mão de Aço
Parecia uma mão de robô, na cor vermelha. Não dava para segurar os objetos muito grandes, mas era perfeita para pegar papéis, revistas e cadernos. E segurava bem, porque tinha as pontas emborrachadas.
Murfy
Um gorila peludo e molinho lançado pela Estrela, que vinha vestido em versões como judoca, xerife, boxeador e jogador de futebol. Quanto mais forte você apertava a barriga do bicho, mais longo e agudo ficava o grito dele.
Super Massa
Foi lançada em novembro de 1989. Eram kits com massinhas nas cores amarela, azul, vermelha e branca, que, misturadas, formavam outras cores. Vinham com bonecos ocos com furos na cabeça, igual a um saleiro. Bastava enfiar massinha por baixo e apertar para que eles ficassem com cabelos. Existia até um salão de barbeiro, com vários bonecos e tesoura de plástico para cortar a cabeleira de massinha deles.
Clarineta Hering
Era branca, com teclas coloridas e vinha com um caderninho ensinando a tocar várias musicas. A Hering também lançou outros instrumentos, como flauta doce, gaita e órgão, que era grandão e dava até para fazer um showzinho informal.
Pip Pop
Todo mundo adorava essa pipoqueira, marrom e laranja, que fazia pipoca de verdade.
Snif-Snif
Um cachorrinho preguiçoso de pelúcia, branco e marrom, que vivia com a cabeça abaixada e de coleira vermelha. Era perfeito para ficar em cima das camas das meninas. Em 1986, com o sucesso do brinquedo, a Estrela lançou Os Snifinhos, uma coleção de plástico com miniaturas do Snif-Snif.
Kit Frit
Para as meninas prendadas, esse brinquedinho era um barato porque tinha frigideiras e panelas. Era só colocar pilha no fogão e ele soltava bolhas sozinho. Vinham junto salsichinha, hambúrguer, pimentão, milho e até ovo frito.
Snoopy e Woodstock
A dupla ganhou uma versão em pelúcia, que virou sonho de consumo das meninas.
Xereta
Esse cãozinho tinha um chapéu amarelo parecido com o do Sherlock Holmes. Quando a criança puxava a cordinha, ele andava sozinho para xeretar alguma coisa pelo chão.
Mundo Feliz
Os bonequinhos minúsculos da família feliz moravam numa casa em formato de cogumelo, com um elevador e um balanço.
Vai-e-Vem
Fabricado pela Estrela, eram duas bolas ovais (azul e vermelha), unidas por cordinhas. Cada criança ficava de um lado. À medida que abriam os braços, as bolas iam para um e para o outro.
Disney Molde
Conjunto de formas que a criançada passava a tarde enchendo de gesso e fazendo pequenas estátuas. O kit era composto por três moldes de personagens da Disney (Mickey, Pluto e Pato Donald, que ficava encostado num hidrante), um saquinho com gesso em pó, copos, misturador, espátula, aquarela e pincel. A hora mais melequenta era quando se preparava o gesso. Depois, era só despejar nas formas, esperar secar e pintar. Mas por que diabos os moldes da caixa do brinquedo sempre eram mais bonitos do que os nossos?
Traço Mágico
Com esse brinquedo, a molecada aprendeu um jeito diferente de desenhar. Pela tela, mexendo os botões, formavam-se algumas imagens. Como era muito difícil desenhar no Traço Mágico, a melhor parte era chacoalhar o retângulo vermelho para apagar os rabiscos (sim, na maior parte das vezes eram apenas rabiscos...).
Neb
“Você tem pulso forte? Tem nervos de aço, estômago de avestruz? É de tudo isso que você vai precisar quando conhecer o Neb.” Isso vinha escrito na caixa deste boneco (uma espécie de primo do E.T. do filme, só que muito mais feio). As crianças podiam fazer operações: ele tinha veias e artérias feitas com tubinhos de plástico e o sangue era uma gosma amarelada. O Neb também vinha com cérebro (a cabeça abria no alto), coração, um estômago de borracha e umas bolinhas de plástico. E a barriga podia ser costurada por uma cordinha.
E ainda: Abelhudo, Bola Mania dos Trapalhões, Caixa de Mágicas, O Robô Ding-Bo, Girobô, Hering-Rasti (Pecinhas de encaixar que vieram antes do Lego e eram muito mais versáteis), Laboratório de química, Lango Lango, Late Lulu, Pato Patacá, Pintinho Piu-Piu, Kits de montar Revell, Tiko e Tika e Ambulância do Doutor Sara-Tudo.
Jogos – Para a turma mais crescida
Detetive, Banco Imobiliário, War, Senha, Imagem e Ação, Scotland Yard, Master, Super Trunfo e Jogo da Vida.
Jogos Infantis
Boca Rica, Pula Pirata, Cara a Cara, Cai Não Cai, Papa-Tudo dos Trapalhões, Lig-4, Armadilha, Batalha Naval, Boliche, Caça-Letras, Caça-Monstro, Cilada, Jogo da Pizza, Jogo de Veja, Leilão de Arte, Maxi Burguer, Não entre pelo cano, Pega Pulga, Pega Varetas, Ponto de Equilíbrio, Quina, Rebote, Reversi, Segure se Puder, Sem Censura, Top Letras, torre de Palhaços, Trailer e Yam.
Brincadeiras para meninas
Elástico
As meninas adoravam, os meninos achavam um saco. Um elástico enorme ficava entre duas cadeiras afastadas (ou preso nas pernas das meninas) e uma delas vinha pulando e tendo de realizar várias tarefas. À medida que conseguia, as fases ficavam mais difíceis. As mães não gostavam muito, porque o elástico prendia a circulação das filhas. Bobagem...
Pular Corda
Enquanto dias pessoas batiam a corda, uma ia para o meio pular. Era para fazer tudo que a música falava e depois sair enquanto a corda estava sendo batida pelas amigas. Se tocasse no pé, era eliminada da brincadeira. À medida que as rodadas iam passando, a corda era batida de forma mais rápida (o popular foguinho).
Cama de Gato
Conhecida também como barbantinho.
Amarelinha
Era um alívio passar pelas oito casas e chegar ao Céu, onde os dois pés podiam ficar no chão, com calma.
Lenga Laenga
Outra típica brincadeira de menina. Lembra do “Lenga laenga lagosta lagoê?”
Sapino
Brincadeira das garotas (os meninos achavam ridículo) feita em cadernos durante as aulas. Escrevia-se em vertical o nome todo da menina, do menino paquerado, o dia, o mês e o dia da semana. E então, era feita uma conta maluca, para ver qual a combinação do dia. Dependendo da letra em que acabasse a conta, os resultados podiam ser os seguintes:
S_saudade
A_amor
P_paixão
I_ilusão
N_namoro
O_ódio
Jogos de bola para meninos
Dupla de praia
A origem, como o nome diz, foi a praia, mas todo mundo jogava nas quadras dos colégios.
Gol a gol
Brincadeira comum nas horas em que se esperava o resto da turma chegar. Ou quando a maioria já tinha ido embora e dois fominhas insistiam em jogar mais um pouco.
Gol pequeno ou golzinho
Duas pedras ou dois chinelos serviam de traves, mas quem era mais sofisticado fazia uma baliza em miniatura, de madeira, com rede e tudo.
Um Toque
Não valia dar bomba!
Para todos
Salada mista
Muita gente deu o primeiro beijo aí. Uma menina era sorteada e ficava de costas ou com os olhos vendados. Outra começava a perguntar, apontando para um dos meninos, enquanto perguntava: “é esse?” Parava quando a menina dizia “sim”. E aí ela tinha que escolher entre pêra (aperto de mão), uva (abraço), maçã (beijo no rosto), ou salada mista (beijo na boca).
Stop (ou Adedanha)
O começo de cada rodada era igual: “A-de-daaaaaa-nhá!” As principais categorias da brincadeira: homem, mulher, objeto, cantor(a), ator(atriz), animal, carro, cigarro, fruta, novela, CEP, flor, cor e filme.
Serinho (ou Sério)
Todo mundo já brincou e tinha que ser malandro: tentar fazer palhaçada (ficando sério, é claro) para o outro rir.
Bobinho
Sempre tinha um que não conseguia deixar de ser o bobinho e sair do meio da roda. Geralmente eram os mais baixinhos. Os meninos também jogavam com os pés. E às vezes com um grau de dificuldade maior: podendo dar um ou dois toques.
Quatro cantos
Uma variação do Bobinho. Tinha que ser feita num local fechado (com quatro cantos) e não podia ter móveis ocupando espaços. Uma pessoa era escolhida e ficava no meio, enquanto quatro outras ocupavam os cantos (cada pessoa em um). As que estavam nos cantos trocavam de lugar umas com as outras, sem deixar o bobo ocupar nenhum canto.
Tipos de Pique
Pique-Esconde; Arrastão, Pique-Grude ou Pique-Cola; Pega-pega; Polícia e ladrão; Pique-ajuda; Pique-cola Americano; Pique-Bandeira; Pique-Alto.
Outras brincadeiras legais
Alerta; bolinha de gude; Dança das cadeiras; Elefante colorido; Estátua; Gato Mia; Passa Anel; Pipa; Queimado; Corrida de chapinha e Taco.
Guloseimas
Balas e Caramelos “arrancam-obturação”
Juquinha
Agarrava nos dentes que era uma beleza. Os sabores: tutti-frutti (a mais famosa, de embalagem amarela), coco, abacaxi, uva, morango e banana. Atualmente é protegida por um plástico, mas nos anos 80 era usado um papel mesmo, que grudava na bala.
Bala de Leite Kids
A bala “mais gostosa do planeta” era boa demais e uma das campeãs na arte de arrancar obturação. Embalada num plástico transparente, com as bordas pintadas de azul e branco, tinha formato estranho: parecia que havia sido mordida várias vezes.
Banda
Quadradinha, vinha numa embalagem com cinco unidades e era enfeitada com um palhaço tocando tambor.
Sugus
Quase impossível não devorar o pacote em menos de dez minutos. Os sabores eram laranja, abacaxi, morango e limão. Tinha na embalagem um boneco e era fabricado pela extinta Suchard.
Van Melle
Ficou mais famosa pelo boato de que tinha cocaína dentro do que propriamente pelo sabor, de menta. A lenda se espalhou e as crianças iam para as carrocinhas procurar os buraquinhos minúsculos por onde a droga teria sido injetada, para desespero das mães. Nada ficou provado, mas a reputação da bala saiu arranhada e ela acabou mudando o nome para Mentos.
Pastilhas Garoto
Retangular, de menta, existem até hoje com o mesmo gosto (coisa rara!), mas a embalagem é diferente. Havia também as arredondadas e achatadas, num pacotinho cilíndrico, que eram menos conhecidas e consumidas. Estas tinham quarto sabores: hortelã, limão, canela e anis.
Mentex
Assim como a pastilha da Garoto, é uma das poucas que ainda existem. Mas como nada é perfeito, o logotipo e a embalagem mudaram: a caixinha de antigamente era aberta pela lateral, e, na frente, se via a imagem de várias balas juntas, sobre um fundo amarelo.
Soft
Atire a primeira pedra quem nunca engoliu uma inteira. Todo mundo adorava Soft, mas os pais ficavam desesperados porque, como ela era muito grande, arredondada e lisa, a molecada vivia engasgando. Existia o boato: quem engolisse uma Soft, morreria depois de alguns minutos. A bala era vendida avulsa ou em saquinhos de sabores sortidos, muito comuns nos cinemas.
Hall’s
Foi lançado nos anos 80 e se tornou um dos principais concorrentes do Drops Kids hortelã, o líder do mercado naquela época. Os sabores favoritos eram mentol, cereja e extra-forte (que até hoje faz muita gente chorar).
Outras balas famosas: 7Belo, Bala do Bozo, Frumelo, Galo Doce, Xaxá (a bala do gatinho), Caramelos Nestlé, Frutas, Big Bol, Dadinho, Balas de Leite da Kopenhagem, Bengalas transparentes, Chucola, Dulcora, Klep’s e Supra Sumo.
Variados
Novos tempos, Novos nomes:
Kri – Crunch
Lollo – Milkybar
Biscoito vitaminado São Luiz – Bono
Krot – Shot
Guaraná Taí – Kuat
Fanta Limão – Sprite
Cad-Lac – Kit Kat
Stick – Stickadinho
Quik – Nesquik
Lanche Carioca – Mc Lanche Feliz (A diferença é que o lance atual vem com a batatinha frita).
Chocolates
Surpresa
Lançado pela Nestlé em 1983 tinha o mesmo sabor do chocolate ao leite, aquele da embalagem vermelha. A novidade é que trazia desenhado um bicho em alto-relevo no próprio chocolate, além de cartões para colecionar: na frente, a foto do animal; no verso, várias informações sobre ele. Ganhou até um álbum de figurinhas.
Croquete
Um tubinho vermelho da Nestlé, de papelão grosso e tampa de plástico, com pastilhas de chocolate ao leite que vinham embrulhadas uma a uma, em papel laminado. Era muito vendido nos cinemas. O tubinho, depois, servia para brincar.
Guarda-Chuva
Tinha um gosto bem esquisito, mas era baratinho e fazia o maior sucesso. A embalagem e o formato do chocolate imitavam um guarda-chuva fechado, com cabinhos de várias cores.
Suflair
Foi lançado em 1980 e tinha uma propaganda engraçadíssima (“Suuuuuuuflaaaaaaair”...). Como não existia chocolate aerado no Brasil e ninguém sabia exatamente o que era isso, quando ele chegou às padarias e aos supermercados, foi uma baita novidade.
Bis x Rocky
Na década de 80, o campeão Bis, da Lacta, ganhou um concorrente: o Rocky, que sumiu sem que fosse notado. E o Bis continuou reinando.
Caixa de bombom Garoto
Você pode não ter notado, mas a famosa embalagem amarela mudou à beça ao longo dos anos. Na caixa de 1980, tinha estampados bombons que já não existem mais, como Crock, Gardênia, Mandarino, Amores, Crocante (com papel preto e friso dourado), além daqueles que sempre sobravam: Figo, Vitória, Pêra, Ameixa... Havia também três opções de caixas: a mais conhecida, de 500g (que em 1993 foi reduzida para 400g), e outras duas maiores: 750g e 1kg.
Cigarrinho de Chocolate da Pan
Com um menininho negro e um branco na clássica caixinha vermelha, foram lançados no fim dos anos 30 e vendidos até o fim dos 80, com a embalagem original. Hoje em dia, a caixinha é bem parecida, mas o nome mudou para Roladinho de Chocolate, para não incentivar as crianças a fumar.
Outros Chocolates: Chokito, Sensação, Nhá Benta e outras delícias da Kopenhagen, Moedas de Chocolate, Batom Refeição da Bhering e Sem Parar.
Outras Gostosuras
Taskilas
Lançada pela Perdigão, era uma salsicha que vinha espetada num pauzinho, acompanhada por um sache de catchup. Tinha um nome informal: Pirulicha (pirulito de salsicha).
Gelatinha Royal
A embalagem com apelo infantil fazia sucesso com a garotada. Quem não se lembra do Bocão da Royal falando “Abra a booooca, é Royal!” ?
Yakult
Leite fermentado com lactobacilos vivos que protegem a flora intestinal, Yakult existe no Brasil desde 1966. Nos anos 80, era vendido não só nos supermercados, mas também de porta em porta.
Taffman-E
Lançado em 1982 pela Yakult, o garoto-propaganda era ninguém menos do que Pelé. O slogan era “A força do campeão”. Os Trapalhões também anunciavam o produto em seu programa.
Leite Moça
A Nestlé deve ter sacado que muita gente adorava misturar Nescau no leite condensado e comer em colheradas. E teve a boa idéia de criar em 1983, um novo sabor de Leite Moça: o de chocolate. Com ele, foi lançado também o de café. Pena que os dois duraram pouco.
Paçoca Amor
Ícone dos anos 80. O problema era comer a paçoquinha sem esfarelar e precisar lamber o papel.
Chup-Chup
Eram aquelas almofadinhas de doce de leite, que a gente furava com os dentes e chupava. Quanto menor o furo, mais demorava para acabar.
Geléia de Mocotó Imbasa e Colombo
A gente comia a geléia e a mãe ficava com o copo.






